terça-feira, dezembro 12, 2006

Uma invasão

Eu sei que estou devendo notícias nossas! Calma! Estamos quase de volta...

Mas vou pedir licença aos meus quatro leitores pra publicar aqui um texto para minhas amigas de patchwork! Não tem nada a ver com nossa vida na França... Quer dizer, até tem um pouquinho já que eu me inspirei em histórias acontecidas comigo e com minhas amigas. Mas foge um pouco dos nossos causos habituais.

É só um empréstimo, prometo!

Lá vai!

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CASO SÉRIO

Eu vou lhe contar tudo, desde o início...

Ela sempre gostou de artesanato. Adorava frenquentar feirinhas, comprava coisas pra alegrar a casa, até fazia um bordado de ponto cruz de vez em quando. Um dia, uma amiga que tinha chegado dos Estados Unidos trouxe uma revista. Uma simples revista. Inofensiva. Pelo menos, era o que eu pensava...

Já estávamos casados há alguns anos, dois filhos, tudo ia bem na nossa vida. Mas aquela revista...

Era uma revista de decoração em estilo country. Minha mulher ficou encantada com umas colchas e falou:

- Nossa! Que lindo isso!! Será que é difícil de fazer ?

E a amiga disse:

- Acho que não. Olha só, aqui no final da revista tem uns moldes e umas explicações. Eu te empresto a revista e você tenta.

Ela deixou a revista num canto e ficou se enrolando uns tempos. Até que vieram as férias e ela reclamou que estava sem saber o que fazer nos dias em que passaríamos na praia. E eu sugeri:

- Por que você não tenta aqueles trabalhos da revista que a sua amiga te emprestou? Faz semanas que está aí. Se não for pra fazer é melhor devolver.

Quando penso que EU sugeri! Não consigo me conformar...

Ela saiu, comprou uns panos e, no final de uma tarde, tinha um pegador de panelas pronto. Me mostrou orgulhosa do resultado e eu incentivei. EU INCENTIVEI!!! Mesmo não entendendo nada de costura dava pra ver que não tinha ficado lá essas coisas, e a confirmação veio quando, na primeira lavada, o negócio praticamente se desintegrou. Mas ela estava empolgada e tinha até descoberto um curso numa loja de tecidos. O curso durava 8 semanas, só que ela convenceu a professora de que não poderia, por causa do trabalho, fazer em 8 semanas. Precisava fazer em 4, já que seria só pra ter as bases mesmo, era só um hobby, não era?

Foi aos poucos. Eu nem percebi. Hoje eu olho pra trás e tento identificar o momento em que tudo começou, mas não consigo...

No começo foi legal, ela estava empolgada, alegre. Logo terminou uma manta, “um sampler”, ela disse. Comecei a ouvir as conversas pelo telefone com as amigas e vi que era uma linguagem incompreensível pra mim:

- Oi! Terminei meu quillow! Sério. Não, quiltado à mão! Juro! Uns blocos em foundation outros em apliqué, com as bordas mittered. É verdade! Tô tão orgulhosa... Agora estou aqui pensando se faço uma colcha em Baltimore ou um panô em Bargello. O que vc acha?

Quillow? Quilt? Foundation ? Bargello? Baltimore pra mim sempre foi uma cidade dos Estados Unidos, mas, aparentemente, eu estava enganado. Nossa comunicação estava começando a ficar difícil.

Mas o pior nem era isso...

O problema era a invasão silenciosa da nossa casa. Aos poucos começamos a encontrar tecidos, livros, e todo tipo de material de costura em todos os cantos. Sentar no sofá era um perigo! Ser picado por uma agulha era o mínimo que podia acontecer. Isso, claro, quando a gente conseguia um espaço pra sentar. Geralmente tudo estava tomado pelo estojo de costura, o bastidor e a colcha King Size que ela estava quiltando.

Andar descalço era uma temeridade. Alfinetes malignos e mal intencionados insistiam em chamar a atenção para o fato de estarem caídos pelo chão e pediam pra ser levados pra caixinha usando, pra isso, de meios sórdidos como se enfiarem nos nossos calcanhares que doíam pra caramba! Nem Aquiles suportou um ataque covarde no calcanhar, que dirá nossos pobres calcanhares mortais...

A estante foi tomada pelos livros e revistas de patchwork que chegavam dentro de sacolas a cada vez que ela saía e passava numa livraria ("estava em promoção, olha só!"), mas também pelo correio, com as coisas que ela pedia pela internet ("você sabia que livros NÃO PAGAM imposto de importação? Não é o máximo?").

Tecidos então... Estavam por tudo. Acho que algum cientista ainda vai descobrir que tecidos têm vida própria e que, ainda por cima, se reproduzem! Afinal, como explicar as vezes em que eu fui buscar uma toalha de banho no escuro e descobri ao acender a luz que era um tecido de florzinhas roxas? Sem contar que quando ela viu, deu um grito e disse:

- O QUÊ?! Você não está pensando em se enxugar com meu tecido Debbie Mum novinho, né?

Não sei quem é essa Debbie-não-sei-o-que, mas deve ser alguém muito importante... Muito mais do que eu e nossos filhos que já não tinham roupas limpas porque os tecidos tomavam conta dos varais e, quando esses acabaram, das portas, das janelas e de onde mais fosse possível pendurar alguma coisa.

- A gente tem de lavar os tecidos antes de usar pra soltar toda a tinta e encolher tudo o que for necessário, senão o trabalho fica horrível depois.

Horríveis, na verdade, tinham ficado nossos almoços e jantas...

Primeiro ela começou a fazer só coisas super rápidas (tinha ficado costurando até as barrigas roncarem mais alto do que a máquina), depois começaram os PFs, já que não tinha nenhum espaço na mesa que não fosse tomado por moldes, tecidos, régua, tesouras, alfinetes, etc., etc., etc. Sobravam exatos 10cm de mesa, suficientes, quando muito, pra colocar um pratinho de sobremesa pra cada um. E ai de quem respingasse uma só gota de qualquer coisa naquilo tudo!

Num domingo, estávamos todos em casa quando, de repente, tocou um despertador. Eu levei um susto! Perguntei porque o despertador estava tocando no meio da tarde e não acreditei na resposta que ela deu sem nem levantar os olhos do EPP que estava fazendo:

- Ah! É o horário de ir buscar as crianças na escola. Eu coloquei pra despertar pra eu não esquecer... Você sabe, quando eu pego numa costura não vejo a hora passar!

E tem mais! Nos armários, começaram a aparecer sacolas e mais sacolas. Aliás, as sacolas estavam também na sala, do lado do sofá, no nosso quarto, do lado da cama, na área de serviço... Essas sacolas eram um mistério pra mim até que um dia interceptei uma conversa e vi que a coisa era ainda pior do que eu imaginava!

- Tô arrasada! Tenhos uns 10 UFOs aqui em casa! Não, ainda não consegui dar um fim naquele da sala, acredita? Só faltam as flores de fuxico e o viés e eu não me animo! Não, não é nem mais um WIP, jé é UFO mesmo! O problema é que tem pelo menos uns outros 10 projetos que eu quero começar, mas estou me segurando. Então, menina, tem aquela revista japonesa que tem umas bolsas em chenille que são demais! Mas eu já disse que só pego na bolsa depois de terminar pelo menos aquela aplicação em freezer paper que está me esperando há séculos no quarto!!!

Dentro das sacolas tinham UFOs?!!! Minha mulher estava recebendo marcianos em casa e ainda fazendo fuxicos com eles? Logo ela, que nunca foi de falar mal da vida de ninguém! Será que ela estava a ponto de ser abduzida?! E que história era aquela de coisa congelada no quarto? Talvez fosse esse tal de WIP, de quem eu nunca ouvi falar! E se a polícia baixasse aqui em casa? A NASA, a CIA, o FBI? Já estava até vendo a cena...

Helicópteros sobrevoando a casa, as crianças apavoradas num canto e aqueles homens em macacões e capacetes de astronauta entrando na casa, vasculhando tudo e dizendo: "Soubemos que a dona desta casa mantém WIPs congelados no quarto, enrolados em papel pra freezer, além de ter UFOs reféns, presos em bolsas de chenille" (Chenille, o que é isso, meu Deus?!). E ela, com ar de desdém: "Humpf, esse macacão deles podia pelo menos ter um quiltzinho à máquina!"

Achei que aquilo tudo já estava indo longe demais! Conversei, tentei ser compreensivo. Disse que estava sentindo falta dela, de passearmos juntos, só nós dois, propus uma viagem. Ela relutou por uns tempos, mas depois aceitou. Ficou bem feliz com a idéia. Feliz demais, até. Eu devia ter desconfiado... Ela disse que organizaria tudo, que passaríamos 4 dias num lugar bem romântico. Era novembro e nós fomos... pra Gramado!!!

Na volta, ela dizia pra todo mundo:

- Não sei porque ele ficou tão bravo! A gente saiu pra passear todas as noites! E depois, ele sempre reclama que trabalha demais, que está sempre cansado... Quando eu arranjo dias inteiros pra ele ficar de papo pro ar, sem fazer nada, dormindo até tarde ele acha ruim! Agora, amiga, vou te contar: o festival é TU-DO-DE-BOM!!!

Comecei a ficar desesperado. Procurei os maridos das amigas e vi que todos estavam na mesma situação. Criamos um grupo de auto-ajuda, e nos reuníamos, enquanto elas quiltavam, pra trocar experiências. As histórias eram escabrosas!

- Levei minha mulher pra uma viagem à Itália pra ver se ela se desligava um pouco. Quando entramos na Basílica de São Marcos, em Veneza, ela deu um grito e caiu de quatro! Ficou o tempo todo olhando só para o chão. Disse que era uma fonte de inspiração infinita pras colchas . Quis tirar foto, era proibido, então ela se ajoelhou e ficou desenhando, tirando os modelos. Todo mundo olhando pras obras de arte, pros mosaicos, e ela ali, copiando o chão! E foi a mesma coisa em todas as outras cidades, Milão, Florença... Eu já não sabia mais o que fazer. Nosso álbum de fotos só tem foto de chão!!! Agora ela só fala em participar de um cruzeiro nas Bahamas. Patchwork em regime de confinamento!

- Comigo foi pior! Tinha uma obra perto de casa. Uma nova linha de ônibus. Eles estavam instalando os postes de luz e os tais postes vinham embrulhados em um tipo de feltro, sei lá. Só sei que ela foi até o meio da obra, uma rodovia!, e saiu carregando uns 10 metros daquele feltro todo sujo de lama! Eu perguntei: "E se a polícia te pega roubando material na rua?" E ela disse: "Imagine! Eles iam JOGAR FORA! Quer heresia maior do que jogar tecido fora?! E dá uma fibra excelente pra usar nos meus sanduíches!". Eu fiquei em pânico pensando que a gente ia começar a comer tecido também, mas ela me acalmou dizendo que era outro tipo de sanduíche...

- Isso não é nada! Minha mulher voltou a estudar inglês. Eu fiquei contente porque pensei que, enfim, ela estava se libertando dessa coisa. Nada disso! Ela voltou a estudar inglês pra poder assistir um canal americano de patchwork pela internet! 24 horas por dia! Isso sem falar numa Universidade do Quilt, também americana, também por internet. O que é que eu vou fazer?

E começou a soluçar. Os outros maridos, penalizados, ofereceram mais uma cerveja e suspiraram em uníssono! Todos sabiam muito bem o poder da Internet! E agora, depois do tal de Orkut, as coisas tinham piorado! Um deles andou bisbilhotando o perfil da mulher e descobriu que ela agora se auto-denominava "Serial Quilter" e que fazia parte de uma comunidade (que ele já estava a ponto de chamar de ‘seita’) chamada (com muita razão, diga-se de passagem) de Patchahólicas Anônimas!!! É o fim!

É por isso que eu vim aqui, Doutor. Vim para saber se isso tem cura, se tem alguma coisa que eu possa fazer pela minha mulher!

O médico era um especialista. Uma das maiores referências nacionais em Psiquiatria. Esse médico era realmente a última esperança de toda a família. Depois de escutar toda a história em silêncio profundo, com os braços cruzados sobre o peito e o olhar grave, o médico apoiou os cotovelos sobre a mesa, respirou fundo e disse:

- Bem... Por acaso o senhor não poderia me dar o endereço desse grupo de maridos? Minha mulher também faz patchwork!!!!

E começou a chorar!

35 comentários:

Mônica disse...

Lindo! Juliana, adorei! Vi o comentário na comunidade evim aqui conferir! Parabéns! Muito verdadeiro!!!rs
Beijos, Môni.

rosane disse...

Ju ,nossa como me diverti.Vc realmente tem o dom das palavras e chegou ao centro da questao mesmo.lindo.Bjs Rosane

necca disse...

Fantástico!!!
Ju parabéns!!!Eu tb me encontrei aqui.
bjnhos

Anônimo disse...

Ju,

vc tá de parabens!!!
Muito bem. Já pensou em enviar p/ a patch e afins? achoq que eles adorariam um editorial com essa cronica.

Bjks Iris

Anônimo disse...

Simplesmente emocionante, fiel e gostoso de ler.
Só podia ser seu texto.
Que presentão de natal.
Um beijo grandeeeeeee.
Rosaura.

Andrea disse...

Ju, acho que precisamos de uma cronista em nosso meio, tá ótima sua história, já pensou em um Blog estilo Popser??? Vai ficar ótimo!
Beijos!

Renata disse...

Maninha

Vc sempre foi ótima nas palavras(já falei...o orgulho da família...Luiz Fernando Veríssimo que se cuide!), mas nesse vc se superou!
Nem precisa entender de patchwork prá se emocionar.
Parabéns!!!!!beijos
Renata

Anônimo disse...

Ju, voce é incrivel, conseguiu escrever sobre a vida de todas nós!! como pode? se encaixou em tudoo..
Voce é realmente fera pra escrever.
Fiquei muito emocionada ao ler o seu texto, PARABÉNS linda..
Bjkas
ANINHA

Anônimo disse...

Ju querida, agora estou perdoada, não é só eu, não. Faltou açúcar p/ adoçar o cafézinho da visita. Meu marido ficou horrorizado, com meu relapso. Coloquei umas gotinhas de adoçante e td bem. Adorei o texto. esse marido sentiu nas entranhas, hem? Bjus Anete

Claudia disse...

Juliana
já te disse você é hilária! sempre que leio seu blog fico rindo sozinha! Legal, quando vc vai chegar? me avisa!

sheyla r.Monteiro disse...

Juliana querida
Saiba que você me proporcionou momentos de puro deleite em ler tua crônica.
Só discordo numa coisa:Você não tem somente 04 leitores.Esqueceu de mim?
mil beijinhos.

veri fernandes disse...

E historia boa sô! Adorei! Muito bom...quer dizer que além de ser serial quilter ainda escreve bem é? Parabéns Ju! Beijo,
Veri

Sandra Pagano disse...

Jú, vc é demais!!!!!!!!! Amei!!! Tá super divertido e real!
Parabéns!beijos

Anônimo disse...

Juliana,
Não converso muito com vc!Mas,percebo que vc é doce, criativa e cheia de amor.Adorei e seu eu fosse vc eu publicaria!
Parabéns e um grande beijo!
Cláudia Pereira

Sóli =^.~= disse...

Bááá... que crônica maravilhosa... é a mais pura realidade.
Deverias enviar para Maria Cristina Voltolino da Revista Patch&afins, anota aí o endereço:

Av. Brigadeiro Luis Antonio, 2344 Conjunto 32 - Cerqueira César
Cep: 01402-000

Com certeza eles publicariam na revista.
Parabéns

Solange Zanelatto - Belém

=^.^= Elaine Cristina disse...

Juliana,

adorei a história! Até me identifiquei com ela.
Parabéns!!

Anônimo disse...

´Parabéns...Vc conseguiu exprimir tudinho em algumas linhas...Nem preciso dizer que sou eu ali...Minha casa tb...Meu marido tb...enfim...tudo! E o pior: as cças falam que eu não quero mais cozinhar pra ficar costurando...Ai..ai...será que isso é uma doença???rsrsr Se for, não quero ser curada...Beijinhos
Patricia

Anônimo disse...

Juliana, estou chorando....de tanto rir...meu marido não pode nem sonhar em ler este texto, me vi em cada linha, sou uma serial quilter assumida.
...já pensou em escrever um livro?
...talento vc tem de sobra

Anônimo disse...

Delícia...
Aí está um pouco de todas nós. Me vi alil, sendo revelada em púiblico. Vc tem o dom das pálavras. Um beijao... Tinha

Meu Cantinho disse...

Ju,

Adorei o texto. Nenhuma sessão de analise consegueria chegar tão fundo a questão como vc chegou neste texto. Identificação total. Parabéns

Meu Cantinho disse...

Ju,

Adorei o texto. Nenhuma sessão de analise consegueria chegar tão fundo a questão como vc chegou neste texto. Identificação total. Parabéns

Max disse...

errr...

será que dava para me dar o endereço deste grupo de maridos?!!?

suely disse...

Que crônica deliciosa! Assim como também é deliciosa a nossa loucura pelo patchwork. Parbéns Ju.
Su

Luciene disse...

Promete que, quando editar o primeiro livro de crônicas, me conta?
E que seja breve. Você é ótima

Tereza Cristina Capecchi disse...

Oi Juliana,
Adorei to chorando de rir, vc escreve muito bem deveria se aventurar mesmo em literatura e com humor. Parabens
Bjos Teca

Anônimo disse...

Juliana desculpe invadir seu espaço mas, o seu "caso sério" está acontecendo também em minha casa. Meu marido adorou e se identificou com o seu. Foi fantástico. Eu me senti em sua casa. No ano passado levei meus patchworks até numa viagem ao Egito, mesmo não dando tempo de fazer nada me senti feliz de saber que estavam na mala...Coitado de nossos maridos. Parabéns pelo relato. Beijos. Sílvia - Campinas -SP

Anônimo disse...

Juliana.. Estou rindo sem parar. Você descreveu com muito humor aquilo que se passa comigo . Só que em croché e tricot.
Parabéns pelo seu talento.
Beijo
Maria de Jesus - Portugal

neide disse...

Lindo texto,muito divertido,a gente se envolve tanto com os nossos paninhos,que só conseguimos ver em tudo inspiração pra um novo trabalho,e é uma delicia,beijão.

JACIREMA disse...

Adorei sua história, já repassei para outras aficcionadas do patch. Grande beijo, JACI

pati soares disse...

Ju,
eu adoreiiii, somos nos, hehehehe,
e nossos maridos, aqui e' bem isto mesmo, hehehehehehehehe.
rindo muiiito aqui,
valeuuuu
bjinhos
pati

Laurinha disse...

Oiii ,
gente tinha visto esta carta o ano passado por aqui, em algum blog , mas nunca me diverti tanto !!!! Nunca ri tanto e como espelha nossas vidas ......como!!!
Só que tinha perdido , queria mandar para minhas amigas do Patchwork aqui de Curitba, fiquei muito feliz em ver ela de novo!
Valeu pessoal.
Uma beijoca ,
Laura.
Art Bonecas de pano
http://www.orkut.com/community.aspx?cmm=45171422 minha comunidade.
Participem!

Flor disse...

Sensacional!!!!!!!!!! Depopis de todos os comentários, só posso acrescentar: Sensacional!!!!! Bjs Florimar

Helta Yedda disse...

Juliana, bárbaro o seu conto. Vc. realmente leva jeito, texto leve, divertido, bem escrito. Parabéns. Helta

Luciana disse...

Adorei, eu achava que isso só acontecia comigo. Bárbaro...

Alexandra disse...

Jú, adorei!!! Pelo jeito, preciso ficar longe de patchwork em geral. Mas acho que vc me pegou com os bordados da França. Estou desconfiada que vc deve ser um ser do mundo dos trabalhos manuais que fica abduzindo cidadãs ocupadas com coisas que não dão o menor prazer e levando-as para outra dimensão... :) Bjs